A reticência em relação a um filme que depois de visto nos fascina é das melhores sensações que há. Refiro-me assim a Slumdog millionaire. Um filme que desde o principio da sua publicidade me deixou com uma perna atrás devido a uma série de razões. Por si só a história não encaixa nos meus gostos cinematográficos, parecendo-me que seria mais uma daqueles filmes de domingo (erro meu) e a Índia apesar do seu exotismo também não me conveceria de tal forma e por aí fora. Prosseguindo, temos um filme que antes de tudo acontecer, antes de sequer aparecer uma imagem em movimento cria logo uma interacção com o público propondo-nos a questão "how did he do it?" a) He Cheated b) He was Lucky c) He's a Genius d) It was destiny
o que nos prende logo a atenção e concentração como se fossemos nós os proprios participantes do programa "Quem Quer Ser Milionário?". Começa a tensão.
O filme fala-nos então de um rapaz de bairro, um mero tea maker que participa no programa "Quem quer ser Milionário?". Tomado como herói por poucos mas um batoteiro para a maioria, antes da resposta final este é levado para a polícia que o interroga e tortura para saber como um simples rapaz de 18 anos sabia responder a todas as perguntas de um programa que deixa toda a gente a arrancar cabelos. Não sabemos como foi lá parar e o que pertende com tal, mas vemos em cada pergunta o desenrrolar da sua vida, da sua infância, dos seus amores, dos dilemas e da violência daquele 3º mundo que partilhou com o seu irmão e uma rapariga por quem se apaixona, Lathika.
Por incrível que pareça, cada pergunta abre um capítulo da vida do rapaz e no final toda a gente ficará a saber o que um rapaz que não parece minimamente ter interesse no dinheiro está ali a fazer. Jamal apenas foi cruzado pela magia do destino.
Right answer: d) it was destiny
Um filme destes, fora do meu roteiro de filmes impressionou-me de tal forma que deixou-me totalmente acelarada devido à sua energia incrivel, aos planos rápidos e freneticos, à velocidade que tudo ocorre, à necessidade de entrarmos lá no meio e correr. Foi isso que me apeteceu fazer. Correr como uma louca ao som de uma banda sonora ritmada envolvida pela aquelas cor vivas e vibrantes. Acabo por me aperceber quando estava a escrever sobre o filme que a história acaba por me passar um bocado ao lado, o que me apaixonou no filme foi mesmo a sua dinâmica e a sensação de frescura que se sente no final quando finalmente podemos respirar. Eu própria senti que tinha ganho! E GANHEI.
Uma incrivel sintonia entre Hollywood e Bollywood que claro teria de nos presentiar com um final bastante curioso e divertido.
Como é obvio fiquei logo fã do sr. Danny Boyle e não resisti em ir ver logo a sua famosa obra "Trasnpotting" que aguardava religiosamente que eu acabasse de ler o livro do qual foi adaptado, o também "Trainspotting" de Irvine Welsh. E chego a conclusão que o homem percebe mesmo o que é ser um espectador, obrigando-nos a entrar naquele mundo, até mesmo naquela sanita nojenta! haha.
samedi 7 février 2009
oh god, make me good, but not yet!
o filme "ACTRICES" não me vai sair da cabeça tão cedo. Enquanto isso, let's be in the mood!
vendredi 6 février 2009
"est-ce qu'il est possible, vraiment, qu'une histoire d'amour nous fasse sauter d'un pont?" eles diriam que sim!
(fotografia: "Actrices" quote: "Dans Paris") (os dois aconselháveis. evidament)
mercredi 4 février 2009
opá, é legítimo pôr isto aqui. não como fã incondicional, mas pelo conforto que transmite.
mardi 3 février 2009
Old Shoes (& Picture Postcards)
"dança comigo a primeira valsa da primavera" a companhia de quinteto tati é incansável ^^
dimanche 1 février 2009
Ainda mais viciante e tentador é o baileburdia. Senti-me como nova. E é disso que eu falo, poças!
"Já Júlio César reconhecia nos confins da Ibéria um povo que "não se governa nem se deixa governar". Os Bailebúrdia são a ciência do provisório, do desgoverno... da afobação... Da elevação sobre o esforço doméstico do quotidiano. É catarse! É o abandono da dita verdade, é plenitude. É reunir o sangue ancestral aos novos voos do corpo... E deixar a tristeza roer as unhas de desespero. São tambores, gaitas, pés e mãos, corpos em arco... A vida a explodir nos lábios da liberdade. Não há prosa sem dança... e não há Bailebúrdia sem poesia!!!" (Tiago Meireles 06)"
Kaiser Chiefs algures no meio das luzes ofuscantes do coliseu lá estava eu com um limão a tentar recitar alguns refrões dos mais conhecidos porque o resto deixamos para os fãs incondicionais que não se enganavam numa vírgula sequer. Diga-se que sábado (dia 31) a energia não nos faltou. Saltamos e gritamos com os maluquinhos que abriam rodas e onde chocavam com os seus corpos todos molhados e energéticos (tentador uh?). Os passatempos tornaram-se o nosso vício, pelo menos é um vício saudável e produtivo.